terça-feira, 24 de novembro de 2009

SALMOS CONTRÁRIOS À MORAL EVANGÉLICA

Existem no livro de Salmos muitos salmos imprecatórios contra os inimigos de Deus , e alguns onde o salmista deixa nas mãos de Deus a vingança pessoal, porém em outros pede que Deus o livre do mal, desejando o fim de seus inimigos pessoais, estes é que pensamos serem contrários à moral evangélica.
Tiago nos diz que de nossas bocas não deve sair águas amargas, mas tão somente doces [Tg 3.10-12]. Assim notamos algumas passagens onde o salmista usa uma linguagem que não se coaduna com a mensagem de Jesus, o Cristo, deixando-nos a impressão errônea de que se pode amaldiçoar os nossos inimigos pessoais.
Porém nos Evangelhos vemos que o Divino Mestre nos ensina a amar aos inimigos [ Mt 5.43-48], assim podemos concluir que na época do salmista por ainda não haver estas interpretações do Messias o salmista não pode compreender e se adequar à moral evangélica.Vejamos:


Sl 17.13 -
Levanta-te, SENHOR, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, {com} a tua espada;


Sl 31.17 -
Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado. Deixa confundidos os ímpios, e emudeçam na sepultura.

Sl 35.6 -
Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.

Sl 55.15 -
A morte os assalte, e vivos desçam ao inferno; porque há maldade nas suas habitações e no meio deles.

Sl 58.6 -
O Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões.

Sl 59.15 -
Vagueiem para cima e para baixo por mantimento, e passem a noite sem se saciarem.

Sl 101.15 -
Antes estejam sempre perante o SENHOR, para que faça desaparecer a sua memória da terra.

Sl 140.10 -
Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar.

Sl 143.12 -
E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo.

Mas temos nos Evangelhos que ao contrário das maldições elencadas pelo salmista devemos amar aos nossos inimigos e orar por eles, vejamos o que nos ensina o Divino Mestre no capítulo 5 de Mateus:


43
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
44
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45
Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
46
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
47
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
48
Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Assim, podemos concluir com Jo 15.22 - "Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado."

"Ad maiorem Dei gloriam"

Um comentário:

  1. Parece mesmo uma contradição, mas devemos notar
    que no AT eles estavam voltados para a aplicação da Lei. No NT é a graça que está em
    vigor e até mesmo mais difícil de cumprir, por
    exemplo: amar os amigos é facil mas amar os inimigos é muito difícil.

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